Mudança do ISBN em 2007

9 de Janeiro de 2006

    A partir de 1 de Janeiro de 2007 o ISBN passa de 10 para 13 dígitos. Explicação da reforma do ISBN aqui.

Estágios Profissionais na área BAD

3 de Janeiro de 2006

    O PEPAP - Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública colocou em concurso diversos estágios profissionais na área de BAD. Para mais informações contactar o Gabinete Rumo do INETE ou os seguintes portais:

O Mundo do Livro está a mudar ...

3 de Janeiro de 2006

    José Afonso Furtado, na iniciativa É a cultura, estúpido!sobre o futuro de Fernando Pessoa, a poesia e a literatura, falou sobre livros: aqui, aqui e aqui.

Visita ao Museu Nacional de Arte Antiga

6 de Novembro de 2005

    Hoje os alunos do curso Técnico de Biblioteca de Documentação do INETE, no âmbito da iniciativa Visitas Culturais ao Domingo, visitaram o Museu Nacional de Arte Antiga.

O Museu foi fundado em 1884 e possui um acervo com mais de 44 mil peças. Está instalado no antigo Palácio dos Condes Alvor (séc. XVII).

Do acervo, as peças que mais curiosidade suscitavam eram: os Painéis de S. Vicente de Nuno Gonçalves e o Tríptico das Tentações de Santo Antão de Jheronimus Bosch. Mas, se estas eram as peças que suscitavam mais curiosidade, rapidamente o grupo se rendeu a todo o acervo do museu. O interesse manteve-se desde a pintura portuguesa, passando pela pintura europeia, ourivesaria, cerâmica, tapetes de Arraiolos, peças de mobiliário, presépios até à porcelana chinesa.

O tempo programado para a visita (3 horas) foi manifestamente insuficiente para apreciar toda a riqueza que o museu nos oferece. Os últimos dois pisos foram vistos "a correr". No final, ficou a vontade de voltar.

O Museu dispõe, também, de uma cafetaria e uma esplanada com vista para o Tejo. Simplesmente magnífica.

Para quem estiver interessado em juntar-se ao grupo, a próxima visita será ao Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian.

4º Encontro de Arquivos Empresariais

1 de Novembro de 2005

    A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - BAD, através do Grupo de Trabalho de Arquivos Empresariais - GTAE vai realizar no dia 18 de Novembro o 4º Encontro de Arquivos Empresariais.

Na 1ª parte, são apresentadas comunicações sobre as questões com que se depara o profissional de arquivo no desempenhar das suas funções.

Na 2ª parte, são dinamizados workshops para discussão e troca de experiências.

Mais informações no sítio da APBAD

Visitas culturais aos Domingos

31 de Outubro de 2005

    O Museu da Cidade, está instalado no Palácio Pimenta (nome de um dos seus últimos proprietários) desde 1979. O Museu permite-nos viajar pela história da cidade de Lisboa. Conhecendo o passado da cidade, melhor compreenderemos o seu presente.

No passado domingo, os alunos do curso de TB só visitaram o primeiro piso do Museu. Infelizmente, o grupo foi erradamente informado. A visita iniciou-se com a contemplação, ao cimo das escadas, do quadro, Fado, pintado por José Malhoa, em 1910.

Ao longo da visita, estiveram atentos às gravuras e quadros que contam a história da cidade de outros tempos. A maioria dos locais que hoje conhecemos, cheios de prédios de betão, eram outrora campo. Uma gravura de Alcântara, deliciou o grupo, pois eram mais árvores do que casas.

Nas gravuras e quadros da cidade, os alunos foram procurando ver, ao longo das épocas, como o Castelo de S. Jorge aparecia representado. Viram-se grandes diferenças.

Para além dos móveis, louças, mapas, foi na sala dedicada à Implementação da República que se detiveram mais tempo. Apesar da chuva, a visita ao Museu terminou com um passeio pelo jardim e umas fotografias aos pavões

O Museu está num espaço privilegiado, com um espólio que atravessa diferentes períodos da nossa história, no final, fica a pergunta: para quando pensará o Museu organizar visitas guiadas, para o público em geral?

Saídos do Museu da Cidade, atravessaram o Jardim do Campo Grande e entraram no Museu Bordalo Pinheiro. Sendo alunos do Curso Técnico de Biblioteca e Documentação, adoraram a biblioteca do Museu. As estantes cheias de livros, prontos a ser consultados, prenderam-lhes a curiosidade.

Depois de descobrir a vida e obra de Rafael Bordalo Pinheiro (1846 - 1905), o grupo reconheceu que o museu está bem organizado e que a visita valeu a pena. É importante que nasçam mais projectos como este e que o público os visite. As escolas também têm um papel na criação de hábitos culturais. E importante.

Visitas Culturais dos alunos do curso de TBD

30 de Outubro de 2005

    Os alunos do 2º ano do curso Técnico de Biblioteca e Documentação têm realizado, no último mês, visitas de âmbito cultural, em Lisboa.

Esta iniciativa, surgiu nas aulas de Área de Integração, onde os alunos estão a desenvolver um trabalho de projecto sobre a cidade de Lisboa.

As visitas decorrem aos domingos, de manhã, e os locais são escolhidos, previamente, pelos alunos e pela professora da disciplina. Os locais já visitados foram: o Museu Calouste Gulbenkian, a exposição "À Luz de Einstein", o Museu da Cidade e o Museu Bordalo Pinheiro.

Estas visitas têm como objectivo conhecer melhor a cidade, os seus museus, a sua história e promover a troca de ideias.

A próxima visita será ao Museu de Arte Antiga. Quem estiver interessado em participar, é bem-vindo!

Orçamento do IPLB para 2006

30 de Outubro de 2005

    Segundo notícia, publicada pelo jornal Expresso, o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas irá receber do Ministério da Cultura, para 2006, 11,2 milhões de euros. Deste valor, 9 milhões são para investimento e 2,2 para o funcionamento. O IPLB é um dos organismos mais beneficiados pelo Ministério da Cultura, com o intuito de apoiar e incrementar os programas de promoção da leitura.

Conferência

8 de Setembro de 2005

    A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) promove, na Torre do Tombo, nos dias 29 e 30 de Setembro a conferência: "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu: Perfis, Formação, Mobilidade".

Mais informações no sítio da APBAD.

Novas Bibliotecas

21 de Agosto de 2005

    Abriu ontem ao público a nova Biblioteca Municipal de Sines, que representa um investimento superior a 8 milhões de euros. Está situada na zona histórica, no local onde existiu o Cine-Teatro Vasco da Gama.

O edifício tem quatro pisos, por onde se distribuem os diferentes sectores (infanto-juvenil, adultos, espaço multimédia, local de leitura de periódicos). Existe também uma área para exposições, um auditório, com capacidade para 200 pessoas, e um arquivo histórico. No último piso irá funcionar um serviço de cafetaria.

Em Lisboa, no início de Setembro, iniciam-se as obras para a construção do edifíco da Biblioteca e Arquivo Municipal Central, com um orçamento de 30 milhões de euros. Este será o segundo maior arquivo nacional e espera-se que esteja concluído em 2008. O edifíco terá 17 andares, cinco dos quais no subsolo (serão dedicados a estacionamento e a áreas de descargas) e 12 em altura que serão organizados por zonas de consulta e investigação, espaços dedicados à criança e família, às novas tecnologias, salas de leitura e de estudo, espaços de audição e visualização de cd´s e dvd´s, áreas de restauração, serviços administrativos e um auditório com capacidade para 400 pessoas.

Para este novo edifíco serão transferidos o Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa e o espólio da Casa dos 24, um acervo com documentação sobre oficinas de carpintaria da cidade desde a Idade Média até 1755. Estes projectos revelam que as autarquias reconhecem que investir na cultura é importante.

Arte em Portugal ( anos 30 a 40 )

15 de Agosto de 2005

    O I Salão dos Independentes decorre a 12 de Maio de 1930 e estão presentes 49 participantes e mais de 300 obras. Entre os participantes destacam-se: Jorge Segurado, Tagarro, Mário Eloy, António Ferro, António Pedro, Diogo Macedo, entre outros. Este salão tinha como objectivo marcar o fim de um tempo e apontar um novo caminho que esta geração deveria seguir. Mas o propósito falha e no II Salão as participações diminuem e o impacto que pretendiam ter a nível social não se faz sentir.

Perante a crise económica dos anos 30, a situação dos artistas agrava-se. Depois de uma reunião na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1932, apresentam uma petição ao Presidente do Conselho, Salazar, dando a conhecer a situação dos artistas e da arte em Portugal.

A 26 de Outubro de 1933, é criado, pelo Presidente do Conselho, o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN). O seu primeiro director foi António Ferro, que procurou guiar os caminhos da Política do Espírito do país. Com a criação deste organismo deu-se o início de uma época de grande dinamismo editorial: álbuns de propaganda, cátalogos de exposições, publicações periódicas, sempre com o objectivo de difundir a Política do Espírito.

De entre os periódicos publicados, destacam-se:
  • O Mundo Português - a primeira edição data de Janeiro de 1934 e é uma edição da Agência Geral das Colónias e do Secretariado da Propaganda Nacional;
  • Revista Panorama - Revista de turismo e cultura, é publicada entre 1941 e 1971. Foi dividida em 4 séries. A primeira foi dirigida e supervisionada por António Ferro e tinha como objectivo divulgar todas as áreas de interesse nacional. António Ferro criou a secção "Campanha do Bom Gosto", com a qual pretendia colmatar a falta de bom gosto generalizado. Nesta revista destaca-se o trabalho fotográfico de Mário Novais, Roger kohn, César de Sá, Horácio Novais, Alvão, Casimiro Vinagre, Dinis Salgado, Manfredo, Marques da Costa, Bívar Salgado, Eduardo Portugal, entre muitos outros.
O fervor editorial do SPN começa com o "Álbum Portugal 1934". Este álbum é um balanço das realizações levadas a cabo pelo estado. Apresenta fotografias sugestivas e de grande formato, acompanhadas de quadros estatísticos.

A Política do Espírito de António Ferro teve nas exposições uma acção marcante, em especial as exposições de Arte Moderna que tiveram início em 1935 e foram realizadas até 1949. Foram exposições essencialmente dedicadas à pintura. Na primeira exposição estiveram obras de artistas como: Francisco Franco, Abel Manta, António Soares, Dordio Gomes, Carlos Botelho, Cunha Barros, Mário Eloy, entre outros. O SPN instituiu 2 galardões consagrados às artes plásticas: o Prémio Souza Cardoso e o Prémio Columbano.

Em 1937, António Ferro com a Exposição Internacional de Paris, procurou mostrar o melhor que Portugal tinha para oferecer. Para tal rodeou-se dos seus melhores colaboradores desde pintores, escultores e decoradores. O pavilhão foi da autoria de Keil do Amaral. Durante a exposição, o SPN editou diversas publicações, a maioria delas em francês.

A década de 30 é também pautada pelo percurso individual de alguns artistas, como Mário Eloy (1900-1951), Júlio dos Reis Pereira (1902-1983), Domingos Alvarez (1906-1942) e Carlos Botelho (1899-1982).

Arte em Agosto no CCB

7 de Agosto de 2005

    No âmbito da iniciativa "Arte em Agosto", promovida pelo Centro Cultural de Belém, este ano com o tema: "Arte em Portugal - Século XX", irei, nos próximos dias, sistematizar breves apontamentos das sessões. A primeira sessão foi proferida por Bárbara Coutinho.

Apontamentos sobre arte em Portugal (1910/1920)

O início do século XX, em Portugal, na transição entre a Monarquia e a I República, é marcado por um forte sentido naturalista que se funda num ensino académico. Permanecia a ideia e o gosto por uma «"tradição" nacional oposta à contemporaneidade internacional». Neste sentido, enquadram-se as obras de Silva Porto (1850 - 1893), Marques Oliveira (1853 - 1927), José Malhoa (1855 - 1933) e Columbano Bordalo Pinheiro (1857 - 1929).

Neste contexto, surgem ideias inovadoras que procuram a mudança. Os sinais de ruptura moderna surgem com:
  • 1911 - Exposição dos Livres (liderada por Manuel Bentes, 1885 - 1961). Esta exposição afirma-se como moderna por ser anti-académica.
  • 1912 - 1926 - Salões dos Humoristas Portugueses (entre Lisboa e Porto). Nestas mostras de caricaturas e ilustrações são evidentes as influências francesas na composição, no traço e no contraste de cores claras. Abandono dos efeitos claro-escuro.
Associados ao desenho humorista destacaram-se: Christiano Cruz (1892 - 1951); Emmérico Nunes (1888 - 1968); Jorge Barradas (1894 - 1971) e António Soares (1894 - 1978). Destes, Christiano Cruz assume especial importância, através do traço, das cores e da composição. Das suas obras destacam-se: "O Rei Tenista (Afonso XIII de Espanha (?)"(1913), "Soldado Morto" (1915) e "Cena de Guerra" (1916-1918).

A estética futurista é sustentada, em Portugal, por Guilherme Santa-Rita (1889 - 1918) e Almada Negreiros (1893 - 1970). O Futurismo afirma-se primeiro na revista Orpheu (números 1 e 2, respectivamente de Março e Junho de 1915) e na revista Portugal Futurista (1917), apenas com um número único que foi apreendido. O texto, de Álvaro de Campos, "Mandado de Despejo aos Mandarins da Europa" é um dos textos que contribui para que a revista não seja distribuída. De Guilherme Santa-Rita, conhecem-se apenas algumas colagens publicadas nas revistas "Orpheu" e "Portugal Futurista". É-lhe atribuída a obra "Cabeça " (1910), que não está assinada e apresenta características do cubo-futurismo. Diz-se que o pintor antes de falecer pediu ao irmão para destruir toda a sua obra.

Amadeo de Souza-Cardoso é um nome incontornável na pintura do século XX, em Portugal. Em 1906 parte para Paris, onde convive com grandes nomes da pintura (é amigo de Modigliani, com quem chega a fazer uma exposição). Em 1912, publica o álbum "XX Dessins", que recebe elogios da crítica francesa. Em 1913, participa com 3 obras na exposição "Armory Show" (exposição de arte moderna europeia nos Estados Unidos). Esta participação resulta da visita, a Paris, do crítico americano Walter Pach. Com a I Guerra Mundial, regressa a Portugal. Morre em 1918, com 31 anos, vítima de pneumónica. As suas últimas pinturas denotam uma interpretação do cubismo sintético e antecipam algumas experiências dadaístas. Amadeo teve um percurso meteórico e produziu uma obra ímpar em Portugal.

A década de 20 é marcada pelo Jazz e pelo FoxTrot. A ilustração irá ganhar expressão em diversos jornais e revistas. Entre 1922 e 1926 surgem as revistas "Contemporânea" (projecto do arquitecto José Pacheko) e "Athena- Revista de Arte", em 1924, dirigida por Fernando Pessoa. Publica-se também a revista "Ilustração Portuguesa" (dirigida por António Ferro entre 1921 e 1922) e os magazines "ABC", "Civilização" e "Bertrand". Os jornais e as revistas publicam ilustrações e comentários humoristas. Almada Negreiros, Eduardo Viana (1901 - 1967), Jorge Barradas (1894 - 1971), Diogo Macedo (1889 - 1959) são alguns dos artistas plásticos que se destacam, especialmente na concepção de capas de revistas.

Como espaços de convívio, troca de ideias entre artistas, poetas e modernistas de Lisboa destacam-se o café "A Brasileira" e o "Bristol Club" (encerrado em 1927). Frequentados por personalidades como Fernando Pessoa, Stuart de Carvalhais (1887 - 1961), Almada Negreiros, Eduardo Viana, Jorge Barradas, António Soares, Leopoldo de Almeida, Canto da Maia, entre outros nomes. Estes locais foram muito importantes para a divulgação da produção artística e do debate cultural da época.

A proposta moderna da década de 20 é marcada por:
  • 1923 - Exposição dos Cinco Independentes (Os cinco expositores foram: Francisco Franco, Diogo Macedo, Dordio Gomes, Henrique Franco e Alfredo Miguéis. Como convidados: Almada Negreiros, Eduardo Viana e Milly Possoz).
  • 1925 - I Salão de Outono (organizado por Eduardo Viana)
    Aqui são expostas as obras realizadas para a decoração do café "A Brasileira" no Chiado.
  • 1926 - II Salão de Outono (organizado por José Pacheko)
    São expostas parte das obras do "Bristol Club".
A década de 10 é marcada por um efémero modernismo, enquanto a década de 20 é marcada pelo regresso à figuração e ao trabalho da pintura.

As velas ardem até ao fim

4 de Agosto de 2005

    As velas ardem até ao fim de Sándor Márai (1900-1989), publicado pela Dom Quixote, é um romance sobre o amor, a fidelidade, o orgulho, a traição e a amizade. Conta-nos a história de dois amigos (Konrád e Henrik) inseparáveis na juventude e que se reencontram passados 41 anos.

O reencontro dá-se no castelo de Konrád, num jantar à luz das velas, em que este procurou recriar o ambiente da última noite antes de Henrik partir. À medida que o jantar decorre, fazem uma retrospectiva da sua juventude, da sua amizade e vão revelando o motivo que conduziu à ruptura entre os dois. A história vai-se desvendando num discurso intenso e reflexivo, em suspense, na busca da verdade, como se de um policial se tratasse.

No fim, fica a inquietação sobre o significado da vida, a necessidade de procurar a verdade e o sentimento de que tudo aquilo que é verdadeiramente importante fica gravado em nós.

Sándor Márai nasceu a 11 de Abril de 1900, em Kassa, cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. Em 1945 foi designado membro da Academia Húngara das Ciências. Perseguido pelos comunistas, sai da Hungria em 1948. Depois de viver na Suíça e na Itália, parte, em 1952, para os Estados Unidos. Suicidou-se a 22 de Fevereiro de 1989, em S. Diego, na Califórnia.

Deste autor encontramos também traduzido para português: "Conversa de Bolzano" publicado pela Teorema.

Sándor Márai é um dos escritores húngaros mais importantes do século XX e é para nós, um bom exemplo da muita literatura da Europa de Leste que temos para descobrir. Aguardamos mais traduções!

O Aniversário da Infanta
Leitura teatral infanto-juvenil

17 de Julho de 2005

    O Teatro Focus e a F.T.Produções apresentam uma leitura teatral do conto "O Aniversário da Infanta", no jardim botânico da Ajuda, nos dias 23 de Julho às 16h e 24 de Julho às 11h.



« É um evento artístico que recupera a memória concreta do gesto inerente à leitura, neste caso um teatro de leitura em grupo, alternando com outros registos cénicos, como a manipulação de marionetas.

É também um objecto multidisciplinar, cruzando em si várias linguagens artísticas: as artes plásticas através das possibilidades expositivas da fotografia, do vídeo e da pintura coladas ao ambiente-de-cena.

Também o campo musical é parte integrante através da actuação ao vivo de um músico, o qual desenha todo o universo sonoro da dramaturgia.

A acção cénica desenvolve-se tomando também o próprio espaço do jardim botânico da Ajuda, integrando-o como cenografia natural. »

Histórias de Ver e Andar

27 de Junho de 2005

    Teolinda Gersão nasceu em coimbra, em 1940. Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra, em 1963. Doutorou-se em 1976 com a tese: "Alfred Döblin: Indivíduo e Natureza". Foi professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa. A partir de 1995 dedicou-se exclusivamente à escrita literária. Viveu na Alemanha, Brasil e conheceu Moçambique. As suas viagens e o contacto com outras culturas influenciaram a sua escrita. Publicou: Histórias de Ver e Andar é um livro de contos que retratam a sociedade, o mundo em que vivemos. São histórias de dor, sofrimento, de perda, de incompreensão, de amor, num mundo fragmentado.

Quase todos os contos são escritos na primeira pessoa. É como se as personagens necessitassem de contar a história.

O conto "Big Brother Isn´t Watching You" deixa-nos a pensar nos objectivos dos jovens. Será que os jovens de hoje fazem tudo para alcançar a fama? É importante serem conhecidos, aparecerem nos jornais, na televisão, nem que seja pelas piores razões?

No último conto, intitulado "O Leitor", Teolinda Gersão alerta-nos para o perigo que é ler. Apresenta-nos de forma irónica o problema da leitura e da liberdade do leitor.

O Mensageiro e outras histórias com anjos apenas nos apresenta o conto "O Mensageiro" como novidade, pois os outros dois contos (A velha e Os Anjos) já tinham sido publicados.

Em Portugal, os livros de contos continuam a ser pouco valorizados, tanto pelas editoras como pelos leitores. Penso que os últimos livros de Teolinda Gersão são mais um importante contributo para dar visibilidade à narrativa breve.

Novamente, João Aguiar ...

19 de Junho de 2005

    Nas obras de João Aguiar emergem as preocupações que o autor tem sobre Portugal.

Segundo Miguel Real (escritor e crítico literário), a primeira grande preocupação, que é transversal a todos os romances, é "a preocupação por Portugal". Revela uma preocupação por este país como nação. João Aguiar é monárquico, mas os seus livros não deixam transparecer esta convicção política.

Para este crítico, a obra de João Aguiar diferencia-se em 3 ciclos:
Para além destes ciclos, encontramos 3 romances (Diálogo das Compensadas; O Sétimo Herói e O Jardim das Delícias) sobre o futuro, em que o tema central é o Portugal do futuro, da Europa e da Humanidade.

Simplesmente viciante! ...

16 de Junho de 2005

    Jogo de associação entre palavras e imagens: Guess the Google. Para saber um pouco mais sobre o jogo, clicar aqui.

Quem conseguirá obter a melhor pontuação?

João Aguiar e "O Tigre Sentado" ...

14 de Junho de 2005

    João Aguiar nasceu, em 1943, na cidade de Lisboa. Frequentou o curso de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que abandonou para estudar jornalismo em Bruxelas. Como jornalista trabalhou em diversos órgãos da comunicação social. Como escritor iniciou a sua carreira literária com o romance "A Voz dos Deuses" (25 edições), em 1984, tinha então 40 anos.

A seguir publicou:
Tem publicado também séries juvenis: "O Bando dos Quatro" e "Pedro & Companhia". Colaborou no romance "Os Novos Mistérios de Sintra". Este romance foi escrito a 7 mãos e publicado, em 2005, pela Oficina do Livro. Algumas das sua obras foram traduzidas para italiano, espanhol, alemão e búlgaro.

Desde "O Homem Sem Nome" que escreve sempre com um plano. Quando escreve gosta de ouvir música clássica e já tentou gostar de jazz, mas não conseguiu.

Gosta de ler, entre muitos outros autores, Eça de Queirós, Fernão Lopes (A Crónica de D. João I), Gore Vidal, J. Le Carré, etc... A literatura de língua inglesa influenciou-o muito. De vez em quando relê Os Lusíadas.

Para escrever tem que estar bem disposto. Quando escreve não lê romances novos.

Considera que o livro deve ser um objecto de sedução, deve proporcionar ao leitor prazer e não tortura. Cada leitor tem direito à sua leitura, não é obrigatório cada um de nós ver as personagens do mesmo modo que o autor e isso é a grande riqueza dos livros. Quando escreve um livro tem como objectivo seduzir o leitor. Quer que gostem do livro e da história que ele conta.

O romance "O Tigre Sentado" antes de ser editado pelos Livros do Oriente, foi publicado, em capítulos, no jornal macaense Ponto Final.

É um romance divertido e de leitura fácil. Conta-nos uma história em que dois jovens (José Luís e Madalena), que na adolescência foram namorados, regressam a Macau depois de concluírem os estudos no estrangeiro. No dia do seu reencontro, a morte de um homem, no restaurante Dragão de Jade, vem complicar a situação. Sem que os dois se apercebam, esse homem está mais perto deles do que inicialmente pensavam. A partir desse momento, essa morte desencadeia um conjunto de acontecimentos que os irá envolver. Na tentativa de descoberta do assassino, os jovens serão ajudados pelo avô de José Luís e de Madalena, que do Além tentam ajudar os seus antepassados.

Este romance recupera elementos da obra "Os Comedores de Pérolas" através de personagens (Padre Frazão, Richard Wang e os seus filhos) e retoma a história do Tesouro de Calcutá.

O Aniversário da Infanta

10 de Junho de 2005

    O Aniversário da Infanta, lançado no dia 9 de Junho, no El Corte Inglés, pela Editora Primeiro Exemplar, é uma adaptação livre do conto de Oscar Wilde por Mário Trigo. Capa e ilustrações de Flávio Tomé.

No dia do aniversário da Infanta, o rei, permite que a princesa convide para a sua festa todas as crianças do reino. Até os mais pobres poderiam ser convidados. Durante a festa, a princesa diverte-se muito com a dança de um anão. Quando este terminou a sua exibição, a princesa tirou do seu cabelo uma rosa e atirou-a ao anão. Este gesto encheu de esperança o coração do anãozinho. Depois da festa, o anão com o seu coração apaixonado, foi à procura da princesa ...

Para os mais novos, este livro propõe algumas actividades (corte, colagem e desenho). No final, somos convidados a dar largas à imaginação e a continuar a história.

Numa altura em que as bibliotecas cada vez mais chamam a atenção para o prazer de ler, este conto, é um excelente ponto de partida para a realização de actividades de promoção da leitura.

A Montanha da Água Lilás

6 de Junho de 2005

    Está em cena, no espaço da Mitra, uma produção do Teatro Meridional, "A Montanha da Água Lilás" de Pepetela, com encenação de Natália Luíza.

Nesta peça somos transportados para uma montanha habitada por uma comunidade de seres muito especiais: os Lupis, os Cambutas e os Lupões. As relações harmoniosas desta comunidade são inesperadamente alteradas com a descoberta e posterior comercialização da água lilás. Uma água com preciosos atributos. Mesmo com o desaparecimento da água nada volta a ser como dantes. As sociedades modificam-se e as pessoas também.

É um espectáculo que revela um excelente trabalho de actores, momentos de humor e bons apontamentos musicais. Vale a pena ir ver.

Pelo sonho é que vamos ...

30 de Maio de 2005

    No passado dia 24 de Maio, a Drª Susana Silvestre esteve no INETE para nos falar de "Desafios à Profissão - Competências Globais / Transversais".

Na sua comunicação procurou abordar o futuro das bibliotecas públicas e a importância da aquisição de competências transversais. Apresento a seguir alguns tópicos da sua comunicação de que fui tomando nota.

As Bibliotecas Públicas devem:
  • Implementar Serviços Inovadores (Novos serviços = novos públicos)
  • Melhorar os Serviços Tradicionais (O Técnico de Biblioteca deve ser uma mais valia para o público que frequenta a biblioteca. Deve criar expectativas e colmatar as necessidades do público.)
  • Partilhar a Catalogação pela Rede de Bibliotecas Públicas (A partilha de catalogação melhoraria a produtividade libertando assim mais recursos (tempo, dinheiro, etc.) para outras actividades tão ou mais importantes. Outro aspecto a considerar, a linguagem utilizada nas bibliotecas deve ser entendida pelo utilizador. Aproximar o mais possível os temas da linguagem dos utilizadores.)
  • Apostar em Técnicas de Marketing (Temos que criar necessidades nos utilizadores.)
  • Informatização Integrada dos Serviços (Colocar a Biblioteca na Web, assim como o serviço de referência deve estar disponível on-line. [ Exemplos: B. M. D. Dinis (Odivelas), Library of Congress, B. de Arte (Gulbenkian) ])
  • Prestar um Atendimento Personalizado (O atendimento é a chave da qualidade do serviço. É importante demonstrar disponibilidade para servir os utilizadores, ir para além das expectativas das pessoas. Qualificação do atendimento ao público.)
  • Gerir a Informação (Os Técnicos de Biblioteca são os intermediários entre as fontes de informação e os utilizadores. Devem ser imparciais e não criar juízos de valor.)
  • Acompanhar a Evolução Tecnológica (É importante nas bibliotecas a existência de equipas pluridisciplinares.)
  • Formar Utilizadores (Apostar na autonomia dos utilizadores.)
  • Investir na Promoção da Leitura (É importante a diversificação de suportes e práticas de leitura, nunca esquecendo a adequação destes aos diferentes públicos. Deve-se assumir uma atitude pró-activa. Promover o envolvimento das famílias, de entidades existentes na comunidade (ex: Bombeiros, PSP, etc.) e estabelecer parcerias com as escolas. Nas bibliotecas o livro não deve ser escolarizado.)
  • Criar Parcerias Estratégicas (Partilha e racionalização de recursos, de saberes e experiências. Criar redes de cooperação.)
São muitos os problemas com que se debatem actualmente as bibliotecas, um deles é a falta de verbas. Como sempre, cada problema pode ser encarado como oportunidade de mudança. Quem trabalha em bibliotecas é movido pelo sonho e por aquilo em que acredita. Apesar das dificuldades não se pode baixar os braços.

Nas bibliotecas, existem 3 tipos de funcionários:
  • Há os que fazem as coisas acontecer;
  • Há os que ficam a ver;
  • Há os que chegam e perguntam: "O que é que aconteceu?".
A palestra terminou com a audição do poema "O Sonho" de Sebastião da Gama (1924 - 1952), que aqui vos deixo como mote de inspiração para fazerem as coisas acontecer nas vossas bibliotecas:

O SONHO

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Duas boas sugestões de leitura ...

28 de Maio de 2005

    "Anjos e Demónios" e "O Código Da Vinci" são livros que se lêem muito, muito bem, apesar de terem, cada um, mais de 500 páginas.

Estes livros começam com um assassinato de contornos misteriosos. Robert Langdon, professor de Iconologia Religiosa da Universidade de Harvard é envolvido na investigação. Os seus conhecimentos em simbologia são fundamentais para desvendar os enigmas com que as personagens são confrontadas. A progressiva eliminação de etapas, para chegar ao assassino, processa-se através da resolução dos enigmas.

Nas suas investigações Robert é acompanhado por uma figura feminina (Sophie/Vittoria) que tem um grau de parentesco com a pessoa assassinada.

Os capítulos terminam em suspense. Esta estratégia prende o leitor ao livro, suscitando a curiosidade e a vontade de ler a história rapidamente para perceber como é que vai acabar.

Ambos os livros apresentam aspectos positivos:
  • Despertam o interesse por locais, personalidades, elementos arquitectónicos e obras de arte;
  • As obras de arte são apresentadas com interpretações interessantes. Quem é que depois de ler o Código Da Vinci não teve a curiosidade de ver a "Última Ceia"? Quem é que não quis verificar se os aspectos referidos no livro estavam mesmo no quadro?
  • Colocam muitas pessoas a ler. É um fenómeno curioso que tenho começado a assistir: - tenho alunos que me sugerem livros e que me falam de autores, dos quais têm acompanhado a obra literária. "Anjos e Demónios" foi-me emprestado por um aluno.
Apesar das polémicas que estas obras, de Dan Brown, têm suscitado não nos podemos esquecer que são romances e é como tal que devem ser lidas.

Oportunidade para conhecer novas realidades

24 de Maio de 2005

    Encontra-se na biblioteca do INETE a exposição "Animação e Divulgação nas Bibliotecas" organizada no âmbito da "Semana do Venha à Escola". Esta exposição tem como objectivo divulgar trabalhos realizados pelos alunos de maneira a mostrar as oportunidades profissionais que se podem aproveitar nesta área específica. Aqui ficam algumas imagens:

Estamos à vossa espera (até 25 de Maio 2005) ...

Semana do Venha à Escola

18 de Maio de 2005

    Este ano, no INETE, a Semana do Venha à Escola decorre de 23 a 25 de Maio de 2005, das 13h às 20h. Neste âmbito, a Direcção do Curso Técnico de Biblioteca e Documentação organiza:
  • De 23 a 25 - Exposição no CD-Mediateca:
    "Animação e Divulgação nas Bibliotecas";
  • Dia 24 - Palestra com a Drª Susana Silvestre:
    "Desafios à Profissão - Competências Globais / Transversais",
    que decorrerá no auditório do INETE às 18h.
Esta é uma excelente oportunidade para ficar a conhecer as actividades e projectos desenvolvidos nesta escola. Quem sabe, pode até ser um ponto de partida para a escolha de uma oportunidade profissional de e com futuro.

Cá estaremos à vossa espera!

Vincent Van Gogh

15 de Maio de 2005

    Está em cena, no teatro Villaret, a peça: Vincent - o retrato da vida de Van Gogh, encenada por António Feio. Para além de descobrirmos a vida e obra deste genial pintor, a peça remete-nos, no final, para uma reflexão sobre o papel dos artistas e o seu reconhecimento. Vale a pena ir ver.

Centenário do nascimento do escritor
Branquinho da Fonseca (1905 - 1974)

5 de Maio de 2005

    António José Branquinho da Fonseca nasceu a 4 de Maio de 1905, em Mortágua. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 1930.

Assumiu, em 1943, o cargo de Conservador do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, em Cascais, onde lançou a experiência das bibliotecas itinerantes. Em 1958, foi convidado pela Gulbenkian para organizar e dirigir o Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas.

Foi um dos fundadores da revista "Presença", com José Régio e João Gaspar. Em 1930, fundou com Miguel Torga a revista "Sinal". Poeta, dramaturgo e ficcionista, Branquinho da Fonseca colaborou também em diversas revistas e jornais.

Assinou os seus primeiros trabalhos com o pseudónimo António Madeira. Das suas obras destacam-se "O Barão", "Rio Turvo" e "O Involuntário".

Morreu em 1974, em Cascais. Em sua homenagem, a Câmara Municipal de Cascais criou um Prémio de Literatura Fantástica.

Paul Auster esteve em Lisboa

5 de Maio de 2005

    Escritor, ensaísta, poeta, tradutor, Paul Benjamin Auster esteve, no dia 29 de Abril de 2005, na Culturgest e no dia 30 na Fnac do Chiado. Para quem gosta dos seus livros foi um privilégio ouvi-lo em pessoa. O auditório da Culturgest foi pequeno para todos aqueles que queriam assistir "à conversa com Paul Auster".

Paul Auster é um nome incontornável da literatura norte-americana da actualidade. Nasceu a 3 de Fevereiro, de 1947, em Newark, New Jersey. Estudou literatura na Universidade de Columbia. Viveu quatro anos em França e regressou aos Estados Unidos em 1974. É casado com Siri Hustvedt, que também é escritora. Vivem em Brooklyn com a filha Sophie.

Gosta de Dostoievsky e da poesia de Fernando Pessoa. O livro que o continua a surpreender é "D. Quixote".

Em Portugal encontramos muitas das suas obras traduzidas:
O seu próximo livro intitula-se "Brooklyn Follies". Para cinema escreveu os argumentos dos filmes "Fumo" e "Fumo azul" e "Lulu on the bridge", deste último foi também o realizador.

Os seus livros fascinam pelo modo como estão escritos, o autor cria histórias dentro da história, a realidade confude-se com a ficção e é dada particular atenção aos acasos, coincidências incríveis que nos deixam a pensar.

A sua presença no nosso país esteve relacionada com a publicação, pelas edições Asa, do livro "A Música do Acaso", anteriormente publicado pela Presença, e com a sua última obra "A Noite do Oráculo".

"A Noite do Oráculo" é um livro sobre a escrita. É apresentado assim pelo editor: "No dia 18 de Setembro de 1982, após vários meses de recuperação de uma doença quase fatal, o escritor Sidney Orr entra numa papelaria de Brooklyn e compra um bloco de notas azul de fabrico português. Nos nove dias que se seguem, Sidney vai viver sob a influência do livro em branco, preso num universo de arrepiantes premonições e de acontecimentos desconcertantes, que ameaçam destruir o seu casamento e minar a sua confiança na realidade ..."

"A Noite do Oráculo" é mais um livro que vem confirmar que Paul Auster é um dos mais originais escritores dos nossos dias.

Peça de teatro "Frei João sem Cuidados"

25 de Abril de 2005

    Os alunos do Curso Técnico de Biblioteca e Documentação (promovido pela Associação de Munícipios do Oeste e da responsabilidade do INETE) apresentaram, no passado dia 5 de Abril, na Capela do Convento de S. Miguel nas Gaeiras - Óbidos, a peça de teatro "Frei João sem Cuidados" de Luísa Dacosta.

Este projecto foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Área de Integração e teve como principal objectivo o desenvolvimento de um trabalho em equipa.

Os 16 alunos da turma foram divididos em grupos com tarefas, objectivos e timings definidos. Como produtos do projecto surgiram o texto adaptado pelos alunos, os cenários, um folheto de sala, um cartaz, convites, cd com a música escolhida para a peça, cd com as fotos a documentar os diferentes passos dos trabalhos e as lembranças para o público que os veio aplaudir.

Todo o processo de elaboração/construção dos trabalhos dos diferentes grupos foi documentado em imagens. Eis mais um exemplo de um projecto desenvolvido pelo curso Técnico de Biblioteca.

Construção do cenário.
Ensaios.
Cartaz e palco.

O Jardim das Delícias
de João Aguiar

17 de Abril de 2005

    O Jardim das Delícias é o último romance de João Aguiar. Neste romance, o escritor transporta-nos para um tempo em que a União Europeia deu lugar à grande Federação Europeia. Esta é composta por regiões e é dominada pelos estados mais poderosos (três Grandes Regiões), que obedecem aos interesses dos grandes grupos económicos.

Neste universo, o telefone deu lugar ao videofone, para escrever temos o audiowriter, os mais solitários podem recorrer ao video-jantar e os carros são programáveis. O queijo da Serra foi proibido com o intuito de proteger o queijo francês e quase que deixámos de produzir vinho porque, em Bruxelas, decidiu-se que havíamos de produzir papel sintético.

Alguns aspectos que caracterizam a cidade de Lisboa e a nossa identidade cultural são rebaptizados. A ponte 25 de Abril passa a designar-se por ponte Jean Monnet e a Av. da Liberdade por Av. Jacques Delors.

No meio deste universo surge o jornalista João Carlos que questiona o estado da Federação. Na sua investigação vai descobrir que existem muitos descontentes nas diferentes regiões da Europa e o mau-estar é evidente. Entre esses descontentes começam a crescer e a ganhar força os chamados integristas, que apelam à reafirmação da identidade regional e ao nacionalismo "duro". Dão-se pequenos atentados por toda a Europa. As próprias regiões, reunidas em Bruxelas, decidem abolir a instituição monárquica e "as armas e os velhos símbolos nacionais (regionais) que cada país soberano mantém". Estas medidas terão consequências políticas e sociais. Em breve o confronto será inevitável. E mais não conto ...

Nesta obra, João Aguiar procura chamar a atenção do leitor para problemas actuais e para a necessidade urgente de questionarmos o mundo em que vivemos. Espero que sirva para despertar o interesse e promover a reflexão sobre o nosso papel na União Europeia. É um livro que agarra a atenção do leitor e lê-se com interesse do princípio ao fim.

Bicentenário do nascimento de
Hans Christian Andersen (1805 - 2005)

4 de Abril de 2005

    No dia 2 de Abril comemorou-se o dia Internacional do Livro Infantil e os 200 anos do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Andersen foi o primeiro autor que escreveu histórias destinadas a um público infantil, ou seja, foi o primeiro escritor que pensou nas crianças como destinatários das suas criações literárias.

A sua importância para a literatura infantil é incontornável. Em 1956 foi criado o Prémio Hans Christian Andersen, conhecido como o prémio Nobel da Literatura Infantil e Juvenil. Hans Christian Andersen nasceu a 2 de Abril de 1805, em Odense. De origens humildes, o seu pai era sapateiro e morreu quando H.C. Andersen tinha 11 anos, o que o impediu de concluir os estudos.
Casa onde provavelmente nasceu H. C. Andersen. Em 1908, abriu as portas como museu dedicado à vida e obra do autor. É um dos museus mais antigos do mundo dedicado a um único escritor.

As experiências vividas, em Odense, durante a sua infância influenciaram-no de forma muito particular e viriam a ser fonte de inspiração para o desenvolvimento da sua obra literária.

Casa onde viveu H. C. Andersen dos 2 aos 14 anos.

A 4 de Setembro de 1819, com apenas 14 anos decide partir para Copenhaga e tentar a sorte como dramaturgo. Embora a sua experiência no teatro não tenha sido bem sucedida, este universo marcou-o. Foi autor de algumas peças de teatro, que aparentemente não chegaram aos nossos dias.

O apoio de alguns benfeitores permitiu-lhe completar a escola secundária. Seguidamente, completou a sua formação na universidade de Copenhaga, com o apoio de Jonas Collin, que lhe conseguiu uma bolsa de estudos.

Viajou por diversos países, tais como: - Alemanha, França, Itália, Grécia, Suécia, Espanha, Reino Unido e Portugal, onde esteve 3 meses, em 1866.

Estátua da Pequena Sereia ("The Little Mermaid"), em Copenhaga.



Escreveu mais de 150 contos, alguns deles inspirados em histórias de tradição oral, outros reflectem elementos autobiográficos, para além de canções, autobiografias, poemas e livros de viagem ilustrados por ele.

São muito conhecidos os seus contos. Quem é que na sua infância não se recorda de ouvir contar histórias como: "O patinho feio"; "O rei vai nu"; "A menina dos fósforos"; "O soldadinho de chumbo" ou "A pequena sereia", entre muitos, muitos outros.

Em homenagem a este último conto, encontra-se desde 1913, no porto de Copenhaga, a estátua da Pequena Sereia, escultura de Edvard Eriksen (1876-1959).

Hans Christian Andersen faleceu a 4 de Agosto de 1875, na Dinamarca, com 70 anos. Os seus contos continuam a influenciar e a despertar a imaginação de muitas crianças e adultos.